Sobre ser verdadeira

images

Eu ainda não tenho idade para ser declarada “sábia” ou com notável “experiência de vida”, mas se tem uma coisa que eu aprendi – e ainda estou aprendendo – é sobre SER VERDADEIRA.

Ser verdadeira no sentido de não mentir sua identidade, sobretudo a você mesma. E não digo mentir a idade, não, nem falsificar carteirinha pra entrar na balada.
Eu digo de negar sua própria essência, aquilo que faz com que só você seja você.

Penso nisso justamente porque a opinião alheia é um fantasma que me persegue desde a infância. Mesmo sozinha, agia e pensava como se estivesse sendo observada 24h. O resultado dessa auto-cobrança não me trouxe nada produtivo senão uns elogios aqui e ali e boas impressões que a “boa moça” causava. A massagem no ego é agradável sim, mas aí é que tá: isso me fazia 100% feliz?

Um grande exemplo disso foi justamente a “ditadura do salto alto” à qual fui submetida ainda com 13 anos. Ninguém me forçou a isso, mas a necessidade que eu tinha de ser aceita em um determinado grupo prestou o papel de ditador. A dor que sentia nos pés era insuportável. Um fator físico que colaborava para o sofrimento é que – e a cada dia que passa me convenço mais disso 😦 – meu pezinho nº 34 não suporta direito o meu corpo, ainda por cima naquela época, que eu tinha sobrepeso. Mas eu estava ali – na pose, linda e sorridente. E como sempre, disposta a agradar. “Que sandália linda! Onde comprou?” “Nossa, como você está elegante!”. A satisfação com a “rasgação de seda” só durava até eu chegar em casa e mergulhar os pés na água quente.

O tempo foi passando e eu me convenci de que não estava sendo verdadeira comigo mesma. Estava passando uma imagem que não me pertencia. Descobri que o ser ou não elegante – ou bela – não está no que você veste, nem no quanto ($) você veste, mas sim no seu próprio estado de espírito. Trocando em miúdos, a beleza reside no ser verdadeira.

Não podemos sentir vergonha do que nós gostamos de ler, ouvir, comer, usar e fazer, só porque não está dentro de um padrão preestabelecido pela maioria. E não só nesse sentido – há aqueles que (como eu, muitas vezes 😦 ) discriminam, mesmo que gostando muito, algo que seja de preferência popular. A regra acaba sendo: quanto mais “exclusivo” – lê-se: diferente de todos – você for, melhor você será. Querida leitora, sinto lhe dizer, mas isso é uma grande mentira.

Não abra mão do que te faz se sentir bem. Não troque sua cor preferida porque ela não foi tendência no desfile da última Fashion Week. Não negue o seu credo porque hoje a moda é ser agnóstico. Não deixe de ouvir seu cantor preferido só porque ele virou modinha. Não faça Medicina se na verdade você quer ser atriz. Lorena, Não faça o mestrado se na verdade você quer viver de escrever. Ou, de maneira resumida, não use salto se os seus pés doem!

Faça da verdade a sua tendência. Faça sua personalidade virar moda.

 Eu, que ainda aprendo, muitas vezes não me adéquo ao ambiente por me faltar o tal do salto alto. Mas a VERDADE é que com minhas sapatilhas eu sou muito mais feliz!

Anúncios

3 comentários sobre “Sobre ser verdadeira

  1. Pingback: Alpargatas: Versatilidade aos seus pés! | Audrey Não Sabia!

Deixe um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s