A ida ao nutricionista

Olá! Na categoria “Alfarrábios da Lore”, dividirei com vocês meu modo de observar fatos cotidianos através dos textinhos que faço. Para inaugurar a categoria, apresento a vocês a minha ida ao nutricionista depois de muito trapacear a dieta na terra do Tio Sam.

Lorena Timo em quadrinhos

E mais de 1 mês após o American Dream, cá estou. 5kg acima do meu peso ideal.
A “dona…” – não, não revelarei um de meus milhares de apelidos de gorda com os quais minha família adora me atormentar! – resolve dar um jeito nisso e vai ao nutricionista.
Chego na clínica às 18h.
Mas… onde é que estou mesmo? Ah sim, no Brasil, então só vou ser atendida às 20h40. E nesse meio tempo, a covardia começa.
Enquanto dou umas tossidas para disfarçar os roncos do estômago, sinto o cheiro que sai da freaking pizzaria a poucos metros daqui. A fome aperta. Olho para o teto, e num suspiro momentâneo, visualizo frangos assados, coxinhas, pastéis, tortas e outras gordices flutuando no ar. Alguém bate a porta com força e eu “acordo” – chocada – do meu devaneio.
A consciência, aquela velha amiga sincera, me diz: “Tu não tem jeito, né, guria!? Pode ir, pode consultar o nutricionista, fazer dietinha e tudo mais… Adianta? Tua alma é gorda, menina!”
Entristeço-me com a triste realidade – e com a redundância da sentença.
Meu estômago grita: “Mas eu estou com FOME, oras bolas! Dane-se! Passe direto no drive-thru quando sairmos daqui! Pelo tanto que esperei acho que eu mereço, né?!”
Quase caindo na lábia do estômago, me conscientizo: “Shhhh!!! Cale a boca! A tentação, a irmã megera da consciência, está querendo te persuadir! Hoje começa uma vida nova! Mais saúde, mais hábitos saudáveis, mais exercícios, mais massa magra, mais imunidade, mais… mais… – em prantos – mais gosto de isopor, mais dores no estômago, mais água na boca, mais amargura, mais… AAAHHH! Lorena! Acorda! Hora do detox! Xô pensamento de gorda!”
Finalmente ouço a voz do doutor:
“Sra Lorena Timo!”
O estômago geme. Respiro fundo… E sigo para o consultório sem olhar pra trás.
E depois da sabatina, do falatório, dos esporros e das falsas promessas, saio jubilosa – e faminta – da clínica, disposta a mudar.
Graças a Deus o que tinha em minha carteira me impossibilitava de dar ouvidos ao meu estômago fast-foodiano.
Passo reto das lanchonetes, dos mercados, dos restaurantes e das barraquinhas de cachorro-quente.
Chego em casa com o sabor da vitória nos lábios – que por sinal não era tão saboroso quanto ao da lasanha que estava na geladeira.
É então que eu olho para o fogão e a vejo como num reencontro entre velhas amigas:
A boa e velha sopa. Benzadeus eu tenho vó.
Tomei a sopinha sem reclamar. Mas não vou negar: Convidei o pão sovado para acompanhar… cê sabe né, para fazer aquela “despedida” dos meus amigos carboidratos…

Vida nova.
Alma magra.
Mas o apelido de gordinha… Ah, esse nunca me abandona… 😦

LT
(Texto repostado do meu blog original!)

Anúncios

Deixe um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s